sexta-feira, 6 de maio de 2011

Por isso que eu TE AMO
















Porque você me escuta quando o mundo se recusa a me ouvir. Porque além de Deus e minha família, parece que só você se preocupa comigo. Porque você já ouviu muitas besteiras de mim, mas mesmo assim me perdoa e continua sempre ao meu lado. Porque somos tão aliadas que queremos nos proteger do mundo. Porque nos sentimos tão à vontade juntas, que falamos tanto, e o tempo é insuficiente para nossos assuntos. Porque só você me entende! Porque você além de enxugar as minhas lágrimas chora comigo, sem nenhuma hipocrisia. Porque você acredita no que eu digo. Porque você é sincera comigo. Porque conseguimos resolver nossos problemas pacificamente. Porque nós pudemos (e sempre que possível: podemos!) reacender a nossa amizade, mesmo com tanta inveja e tantas reprovações dos outros. Porque você não me trocou por nada e nem por ninguém: sempre esteve comigo, me apoiando, me criticando quando necessário. Porque você realmente sabe valorizar as pessoas. Porque você sabe que amizade não é só elogios e sorrisos. Porque você sabe o que é a verdade, o que são valores, realmente.  Porque você confia em mim. Porque você salvou o meu ano terrível. Porque quando eu esou mal você não só diz "chora não!", você diz "eu estou aqui para o que der e vier! Conte sempre comigo, amiga!". Porque você existe. Porque eu te amo. Porque somos as Amigas. Porque somos mais que amigas... porque somos irmãs!!!      Dedicada a ela >>>>Carlinha (MELHOR) 

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Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou maduro bastante ainda. Ou nunca serei.”






(Clarice lispector )

Pertencer


"Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado de presente nas mãos - e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, então raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos."
















Clarice Lispector '

Saudadeee...







Já faz tempo que eu não escrevo aqui e em lugar algum e devo admitir; Bateu aquela saudade! Aliás, saudade é o que eu mais tenho sentido nos últimos dias.
É saudade de amigos que eu perdi o contato, de amigos que foram morar longe e de amigos que eu nem conheço. Saudades de momentos distantes, que não se mostram tão passados quando lembrados durante a noite. São memórias, flashs, lembranças que passam como num filme que me apertam o coração, que fazem uma lágrima cair, que me secam a boca. Tudo isso é saudade, e contra ela ainda não há remédio.
Eu vivo dizendo "Viva o hoje" "Pense no hoje", mas tem como não lembrar do ontem? Até porque o ontem influencia e demais, o hoje. Se eu sinto saudade hoje, o responsável é o ontem.
Sinto saudade dos tempos de criança, onde conseguir pintar sem borrar o desenho era o meu maior problema. Sinto saudade das vezes que eu corria na chuva, sem pudor algum, sem se preocupar se amanhã tudo aquilo ia continuar.
Sinto imensas saudades dos carinhos do meu ex-amor, por mais que ele não mereça saudade. Sinto saudade das viagens que eu fiz, pequenas e normais, mas que nunca sairão da minha memória. Sinto saudade do tempo que coisas pequenas da vida era o que mais me deixava feliz, e de como era fácil sorrir.
Porém, mesmo que seja inevitável sentir saudade, a vida não é feita só de lembranças e apesar de todos esse momentos de 'volta ao passado', eu jamais me esqueço de que só lembrar não adianta nada, afinal, se eu apenas lembrar e não viver, o que vou ter amanhã para sentir saudade? Por mais maravilhosas que sejam as minhas lembranças, é o hoje, é o 'novo' que eu vivo. Se nos prendemos demais às lembranças, deixamos coisas novas passarem, e caso vocês não tenham percebido, se deixarmos passar demais, elas passam para sempre.
Portanto, sentir saudade é normal e como eu disse lá em cima, inevitável. Mas não viva só de lembranças! A vida é muito curta para se viver só do passado e o que vem por aí pode se transformar em lembranças bem melhores no amanhã. E você já sabe... Viva o hoje!